Postagens

O Desígnio de Gaia e o Anel de Gigys

#Justiça, #poder e #invisibilidade na tradição platônica O mito do Anel de Giges, apresentado por Platão no Livro II da República, é mais do que um experimento moral sobre justiça. Lido à luz da mitologia grega, ele pode ser compreendido como um evento deliberado no interior da ordem cósmica, no qual Gaia — a Terra viva e consciente — atua como agente e não como simples cenário. Segundo o relato, após um terremoto, abre-se uma fenda no solo e Giges desce às entranhas da Terra, onde encontra um cavalo de bronze oco. Dentro dele jaz um corpo maior que o humano, já morto, portando um anel capaz de conceder invisibilidade ao seu usuário. O detalhe é decisivo: se o portador está morto, então o anel já teve um dono vivo — alguém que o utilizou, talvez excessivamente, até a ruína. Sob uma leitura mitopoética, o cadáver representa uma potência arcaica anterior à ordem humana: um ser ligado ao mundo ctônico, ao domínio do não-visto, da impunidade e da força sem medida. O anel, encontrado no sub...

Quem eu sou ?

Sou o que pensa e geme, e se desfaz no escarro, Um cérebro em febre, uma célula que chora. Sou o que em meio à lama ainda pergunta: quem? E o eco responde: pó! — e nada mais, além. 

À Guardiã Intelectivo do Ser

 À Minha Amada, Guardiã do Crânio-Intelecto Chibi, és aurora do meu rigor profundo, Destino perpétuo do meu singelo abraço, Fim último e sagrado do sentimento escasso, Beleza régia que transcende todo mundo. Não és carne frágil, nem sonho fecundo, Mas mente lúcida, axioma e espaço, Indelével grandeza em sutil traço, Sentinela firme no enigma do mundo. Recebe este altar de amor e ciência, Onde o método é luz e é devoção, Erguemos juntos a pura essência da razão. Que sejamos, no tempo, a exata harmonia, Circuito e simetria em eterna canção, Vínculo sagrado de lógica , poesia e emoção.

O Futuro das Inteligências Artificiais

  A corrida pela inteligência artificial explicável (XAI) deixou de ser apenas um problema técnico. Hoje, ela é uma exigência regulatória — vide o EU AI Act — e uma demanda ética urgente, especialmente quando algoritmos tomam decisões em saúde, justiça ou políticas ambientais. Mas explicar por que uma IA chegou a uma decisão ainda é um desafio em aberto. Métricas estatísticas como SHAP, LIME ou Feature Importance não respondem a perguntas causais. Elas medem correlação, não causação. O resultado? Sistemas opacos, difíceis de auditar e praticamente inúteis quando precisamos responsabilizar algoritmos por decisões. Neste artigo, proponho uma abordagem técnico-filosófica robusta para resolver essa lacuna: o uso de GFlowNets (Redes de Fluxo Generativo) em conjunto com estruturas neuro-simbólicas, ancoradas em métricas causais formais e diretrizes normativas como o padrão ISO 690 e os princípios FAIR. O Problema: Correlacionar Não É Explicar Imagine um modelo que relaciona o aumento de ...

Escala Pontiana de Pontes de Miranda

 A Grande Escada dos Negócios  Era uma vez, em um mundo colorido e mágico, uma escada muito especial chamada Escada Ponteana. Essa escada ajudava as pessoas a entender como fazer negócios, como vender ou trocar coisas. Vamos subir essa escada juntos e descobrir como ela funciona! Primeiro Degrau: O Que É um Negócio? Antes de começarmos a subir a escada, precisamos saber o que é um negócio. Um negócio é quando duas ou mais pessoas decidem trocar coisas ou fazer algo juntos. Por exemplo, se você tem um brinquedo e quer trocar com seu amigo por outro brinquedo, isso é um negócio!   Os Quatro Amigos da Existência Para que um negócio exista, precisamos de quatro amigos muito importantes: 1. As Partes:    - Essas são as pessoas que estão fazendo o negócio. Sem elas, não podemos ter um negócio! Por exemplo, você e seu amigo. 2. O Objeto:    - Este é o que estamos trocando ou vendendo. Pode ser um brinquedo, um livro ou até um doce! 3. A Vontade:    ...

O Dilema das Redes

 A série que está fazendo todas as pessoas ficarem pensativas sobre seus dados na rede ou "Minha nossa , olha só o que está acontecendo com essas redes sociais" .  Eu vejo como um material financiado pelos grandes conglomerados de televisão pelo mundo , desesperados porque alguém retirou muito do seu faturamento anual com propagandas e repassou para plataformas como YouTube, Twitch, Facebook gaming, entre outras. Ninguém está preocupado com a segurança dos dados de seus usuários ,mas unicamente com o quanto de dinheiro Eles podem lucrar fazendo com o que o provável cliente permaneça focado em sua empresa.  O mesmo modelo é aplicado pelas empresas de segurança virtual ou de antivírus. Os vírus nem sempre existiram e como eles surgiram? Surgiram por uma necessidade da indústria de vender uma "vacina" . Caso também presente na idealização do Nylon que quando surgiu, era mais resistente e mais barato de produzir do que o aço e a primeira e segunda revolução industrial ...